APOSTILAS


APOSTILA 5:   INTERFERÊNCIAS HUMANAS NO MEIO AMBIENTE

            Podemos afirmar que as relações do homem com a natureza surgiram desde os primeiros antepassados.
De início, as relações não causavam grande impacto no ambiente, pois, restringiam-se à mínimas interferências nas cadeias alimentares ao caçar animais, cultivar e colher vegetais para consumo. Já na antiguidade. houve um aumento desse impacto com o desmatamento para agricultura e pecuária, levando à extinção de espécies, erosão do solo e poluição. O surgimento das primeiras cidades e o processo de urbanização, o aumento populacional e a Revolução Industrial dos séculos XVIII e XIX intensificaram em grande proporção esses impactos com a ocupação crescente de territórios e uso dos recursos minerais, hídricos e energéticos. As fontes de recursos naturais eram  supostamente inesgotáveis e à disposição de um crescimento econômico intenso. Os avanços da medicina e tecnologias no século XX reduziram a taxa de mortalidade da população humana, que nos tempos atuais ultrapassa os 7 bilhões.
Falaremos desse assunto com mais detalhes posteriormente, porém, vamos conhecer algumas dessas interferências negativas do homem no ambiente.
a)                            Poluição (do latim poluere) refere-se à presença de determinada substância ou agentes físicos no ambiente (poluentes) em quantidade muito superior à que o ambiente consegue absorver, afetando a vida dos seres vivos e seus habitats.
·        Poluição do ar (atmosférica): os principais poluentes sólidos, líquidos e partículas sólidas em suspensão são produzidos pelo uso de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e derivados, indústrias, incineração de lixo e queimadas, que liberam grande concentração de gases como dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO), compostos de nitrogênio e enxofre, gases tóxicos são liberados na queima industrial de combustíveis fósseis como o carvão mineral e o óleo diesel, que podem provocar bronquite, asma e enfisema pulmonar, diminuir a resposta imunológica do organismo, e ainda ao combinarem-se com o vapor de água presente na atmosfera,  são convertidos em ácido nítrico e ácido sulfúrico sendo responsáveis pelas chuvas ácidas. Tem-se também partículas em suspensão, as partículas que se encontram em suspensão no ar podem ser líquidas ou sólidas, e elas são produzidas principalmente pelo desgaste de pneus e freios de automóveis, fuligem e poeiras lançadas por indústrias, como as siderúrgicas e as fábricas de cimento, que liberam na atmosfera partículas de sílica, e que podem causar diversas doenças pulmonares como fibroses e enfisemas
Principais conseqüências:
- Chuva ácida: o dióxido de enxofre e nitrogênio, principalmente, podem reagir com o vapor de água da atmosfera, formando ácidos sulfúrico e nítrico), que precipitam em forma de chuva, neve, granizo ou em neblina, causando dissolução dos nutrientes do solo, prejudicando as plantas com componentes tóxicos ou tornando-as incapazes de realizarem a fotossíntese e consequentemente as cadeias alimentares, podendo ainda contaminar água de rios, lagos e organismos aquáticos e lençóis freáticos. Prédios e monumentos podem ser corroídos pela ação dos ácidos.


- Aumento do efeito estufa e Aquecimento Global: o efeito estufa é um fenômeno natural necessário para a manutenção da vida, pois, sem ele a temperatura da Terra seria muito baixa. O fenômeno pode ser explicado com a figura abaixo. No entanto, os gases que promovem o efeito estufa como CO2, metano (CH4), óxido nitroso (NO2), entre outros,  foram lançados em grande quantidade na atmosfera em decorrência das atividades humanas, intensificando a retenção de calor, elevando em níveis progressivos a temperatura do planeta, de acordo com estudos que compararam dados meteorológicos. Com algumas divergências, cientistas do mundo todo são unânimes em afirmarem que as temperaturas estão em elevação, levando ao fenômeno de Aquecimento Global, que tem desdobramentos complexos em aspectos como clima, padrão de chuvas, nível, composição e aquecimento dos oceanos, derretimento das calotas polares, entre outros, afetando a vida dos seres vivos como um todo.
- Diminuição da camada de ozônio:  o ozônio (O3) é um gás que compõe a camada localizada na estratosfera , com espessura variável (maior no equador e menor nos pólos), protegendo nosso planeta dos raios UV emitidos pelo Sol, que prejudicam os seres vivos. Nos últimos 50 anos observou-se um diminuição de 20% dessa camada sobre a Antártica que, de acordo com cientistas, intensificou-se a destruição das ligações químicas da molécula de ozônio em decorrência do uso, entre outros, de clorofluorcabonetos, gases conhecidos como CFC’s, que liberam  moléculas de Cl-  ( 1 molécula destrói 10 mil moléculas de O3), e estavam presentes em aerossóis, gases refrigeradores, solventes,  entre outros. Houveram reuniões internacionais que resultaram em acordos, como o Protocolo de Montreal em 1987, propondo atenuar a destruição da camada. Mesmo após sua proibição e substituição por hidroclofluorcabonetos (HCFC’s)  a destruição ainda persiste.
- Concentração de poluentes intensificada pela Inversão Térmica:  a inversão térmica é um fenômeno natura l e visível a olho nu que ocorre, principalmente, no inverno. Em condições normais, as camadas mais baixas da atmosfera são mais quentes pois absorvem o calor irradiado da superfície terrestre. Como o ar quente é menos denso, a tendência é subi, carregando consigo grande parte dos poluentes suspensos no ar. O ar quente que sobre é substituído pelo ar frio, mais denso, que desce. Esse movimento é denominado de corrente de convecção. No inverno, devido ao resfriamento do solo, o ar próximo mais próximo dele pode tornar-se mais frio que o das camadas superiores durante a madrugada. Como durante o dia os raios solares são mais fracos nessa estação, eles não aquecem o ar próximo ao solo suficientemente para que ocorra a corrente de convecção. Pela manhã, ocorre a inversão térmica; com uma camada de ar quente sob outra de ar frio, impedindo a dispersão de do ar frio e poluentes, podendo ser observado uma camada  de coloração escura e tons  amarelo-alaranjados.
a)                                       Poluição das águas:  está relacionada, principalmente, ao lançamento materiais poluentes como  dejetos humanos e de animais (esgoto), lixo e produtos químicos diversos. A falta de saneamento básico é uma das maiores ameaças aos ecossistemas aquáticos.
Principais conseqüências:
- Eutrofização: fenômeno causado pelo excesso de nutrientes nos ecossistemas aquáticos, provenientes de fontes poluidoras, que favorecem a proliferação de algas e outros organismos, que formam uma camada na superfície das águas e impedem a fotossíntese, tendo como conseqüência a morte de organismos aquáticos pela baixa concentração de oxigênio dissolvido na água e a permanência somente de microorganismos anaeróbios ( que não dependem do oxigênio para sobreviver).

- Floração das águas (Maré Vermelha):  alta proliferação (reprodução) de algas e outros organismos capazes de liberarem substâncias tóxicas na água (muitas delas com colorações - vermelha, verde, marrom, etc), devido ao acúmulo de nutrientes na água (ricos em nitrogênio e fósforo principalmente). As toxinas liberdas representam uma ameaça ao seres vivos aquáticos e terrestres, acumulando-se nos organismos, contaminando todas as cadeias alimentares, intoxicando e causando a morte de muitos seres vivos. O ser humano pode ser afetado com problemas de saúde e morte, pela ingestão de peixes ou frutos do mar contaminados.

- Grande concentração de metais pesados e Bioacumulação/Magnificação trófica:  elementos químicos com alto peso atômico como chumbo, cádmio, mercúrio, zinco, alumínio, entre outros, podem contaminar ambientes aquáticos, provenientes por exemplo do uso excessivo de fertilizantes e agrotóxicos na agricultura, que contém esses elementos e são arrastados pelas águas da chuva . Esses elementos acumulam-se ao longo das cadeias alimentares em níveis de concentração cada vez maiores, causando contaminação e até morte de organismos, inclusive em seres humanos. Observe a pirâmide abaixo.
- Maré Negra: contaminação das águas devido ao vazamento ou derramamento de petróleo proveniente de plataformas, navios e refinarias, atingindo seres vivos marinhos e aquáticos.


a)                                       Poluição dos solos: é causada, em geral, pelo acúmulo de resíduos urbanos e industriais (lixo) e componentes químicos descartados em locais impróprios, bem como pesticidas empregados na agricultura, queima de vegetação.
Principais conseqüências:
- Contaminação de seres vivos: o uso excessivo de agrotóxicos e fertilizantes acumulam-se na superfície ou penetram no solo, sendo captado pelas plantas, transferidos para as cadeias alimentares terrestres e aquáticas dos ecossistemas, contaminando todos os seres vivos, ou ainda causar acidez e salinização dos solos.
Grande parte do acúmulo de resíduos urbanos e industriais (lixo) são destinados a lixões a “ céu aberto”, sem nenhum tipo de tratamento, causando mal cheiro, contaminação do solo, ar e aquíferos devido ao chorume (líquido escuro resultante da decomposição do lixo), atração de insetos e vetores de doenças e torna-se ainda um problema social pois muitas pessoas sobrevivem dele. Em 2010 foi instituída no Brasil a Política Nacional de resíduos sólidos, para dar um destino adequado ao lixo produzido.Criou-se os aterros sanitários, locais mais afastados da zona urbana,  onde o solo é preparado para receber lixo, o chorume pode ser canalizado e tratado e os gases ,provenientes da decomposição, como metano, recolhidos e distribuídos para venda e uso, sem prejudicar o meio ambiente (veja abaixo). Tem-se ainda o sistema de incineração de lixo, dentre eles o hospitalar, porém, há intensa contaminação principalmente atmosférica e resíduos físicos.

d) Outras interferências humanas:
-  Desmatamento/ eroão e diminuição da biodiversidade: resulta principalmente do crescimento populacional mundial e da conseqüente necessidade de expansão das atividades produtivas e econômicas. Trás como conseqüências diminuição da captação de CO2, alteração da umidade relativa do ar, do regime de chuvas, clima, desertificação, exposição do solo e baixa fertilidade, perda da biodiversidade, degradação de mananciais, aterramento de rios e lagos, entre outras.

- Introdução de espécies exóticas: são espécies não nativas, que não ocorrem naturalmente em determinada região e foram ali introduzidas por acidente ou de propósito, em razão de seu possível valor comercial ( por exemplo os caracóis africanos) ou até mesmo para controle de espécies invasoras (em plantações por exemplo). Como elas não evoluíram no local onde foram introduzidas, os processos normais de regulação de populações pode não ocorrer, causando desequilíbrios no número de indivíduos de certas espécies e nas cadeias alimentares, levando á competição por recursos de sobrevivência e até mesmo à extinção de seres vivos.








APOSTILA 4 - CICLOS BIOGEOQUÍMICOS
CICLOS BIOGEOQUÍMICOS
Os organismos retiram constantemente da natureza substâncias e elementos químicos, que depois retornam ao ambiente. O processo contínuo da retirada e devolução de elementos químicos à natureza constitui os ciclos biogeoquímicos.
1) CICLO DO CARBONO (C)
 O carbono é um elemento químico importante pois participa da composição química de compostos orgânicos e seres vivos. O caminho que esse elemento realiza no ambiente e seres vivos chama-se ciclo do carbono. Como ocorre então a passagem do carbono em moléculas de gás carbônico  (CO2) para as substâncias orgânicas dos seres vivos?  As moléculas CO2  do ambiente são captadas pelos seres autótrofos  por meio da fotossíntese e seus átomos são utilizados para fabricação de suas moléculas orgânicas( fixação do carbono ou sequestro de carbono). Parte da matéria orgânica passa a constituir biomassa dos produtores e parte das  moléculas são utilizadas por eles para obtenção de energia para o metabolismo e é então devolvido ao ambiente na forma de CO2. O carbono da biomassa é devolvido  ao ambiente também na forma de CO2 através da respiração dos seres vivos, da morte dos organismos produtores e degradação da matéria orgânica pelos decompositores ou pode ser transferido aos animais herbívoros ao se alimentarem dos produtores e assim sucessivamente, vai passando ao longo dos níveis tróficos.
O carbono da Terra está nos compostos minerais – como carbonatos ( ex.carapaças de organismos com concha, esqueleto de carbonato de cálcio, etc) e nos depósitos orgânicos fósseis como o carvão mineral, petróleo e o gás natural. Esses depósitos originaram-se de vegetais e de outros organismos , que, durante centenas de milhões  de anos , estiveram sujeitos a grandes pressões das camadas da Terra. Na forma mineral o carbono pode retornar à atmosfera pela oxidação lenta em contato com o ar ou pela queima de combustíveis fósseis. No ambiente aquático, o ciclo do carbono sofre modificações, pois o gás carbônico reage com a água e produz ácido carbônico, que se ioniza em íons bicarbonato ( HCO3) e carbonato (CO3-2). A reação abaixo está em equilíbrio dinâmico , ou seja, quando  a concentração de gás carbônico aumenta, há aumento de carbonato e bicarbonato, quando ele diminui, o sentido da reação inverte e ele é então produzido.
CO+ H2O            HCO3             H+  +  HCO-3            2H + CO2-3
Fonte: www.uenf.br

A produção de gás carbônico pela respiração e decomposição deveria ser naturalmente compensada pelo consumo desse gás na fotossíntese. No entanto, o ser humano libera esse gás na atmosfera, pela queima de combustíveis fósseis, madeira e florestas, atividades industriais e usinas a uma velocidade muito maior do que a assimilação pela fotossíntese. O resultado é um desequilíbrio no ciclo com aumento progressivo do gás carbônico na atmosfera . Vejamos as possíveis consequências do aumento desse gás para todos os seres vivos.

EFEITO ESTUFA E AQUECIMENTO GLOBAL
O gás carbônico, juntamente com vapor de água e outros gases, forma uma barreira na atmosfera que deixa passar a luz do Sol e retém o calor irradiado pela superfície terrestre ( semelhante a uma estufa de vidro para cultivo de plantas, onde o vidro deixa passar a luz que é absorvida pelo solo e refletida na forma de calor, mas elas não atravessam o vidro e acabam por aquecer a estufa – efeito estufa). Há evidencias e estudos que indicam que esse efeito intensificado vem provocando aumento na temperatura média do planeta = aquecimento global. Analisando as bolhas de ar aprisionadas no gelo da Antártida, a mais de 3 Km de profundidade, pé possível comparar a concentração de gás carbônico na atmosfera do passado com a de hoje. Isso traz consequências irreversíveis como derretimento de gelo nos polos em ritmo acelerado, que além de prejudicar as cadeias alimentares e promover a perda da biodiversidade,  traz aumento do nível dos mares e oceanos e desaparecimento de áreas litorâneas, ilhas, desabrigando milhares de pessoas, podendo também interferir nos caminhos das correntes de ar e de água e alterar o regime de chuvas e o clima de várias regiões do planeta, prejudicando a agricultura, trazendo seca atingindo as populações com menos condições  através da fome e desnutrição. Outro fator negativo seria a proliferação de insetos em climas quentes que atacariam plantações e transmitiriam organismos patogênicos(causadores de doenças). Estudos realizados na Amazônia pelo Instituto nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam que o aumento de temperatura mais o desmatamento transformaria a floresta em savana, levando, entre outros efeitos, à perda da biodiversidade. Nos oceanos, o aumento de gás carbônico deixa a água mais ácida, destruindo recifes de corais e toda a biodiversidade abrigada por eles.

Atenção! Não confunda efeito estufa com aquecimento global. O efeito estufa é um processo natural de  manutenção da temperatura do planeta. O aquecimento global decorre do aumento da concentração de gases como o CO2 na atmosfera devido à atividade humana,  fazendo com que seja mais intensa essa retenção da radiação solar.
COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS
Os combustíveis fósseis – petróleo, carvão mineral e gás natural – são compostos de carbono acumulados na crosta terrestre a partir da fossilização da matéria orgânica (animais, plantas...). Essa é a última etapa do ciclo geológico do carbono e demora milhares de anos para ocorrer. O armazenamento do carbono impede que uma grande quantidade desse elemento se mantenha na atmosfera. Quando o homem queima os combustíveis fósseis para produzir energia, o carbono, oriundo da queima na forma de CO2, retorna imediatamente à atmosfera, interferindo em todo equilíbrio energético do nosso planeta. O normal era que o gás carbônico retornasse em longos intervalos temporais, por meio de atividades sísmicas – terremotos e erupções, por exemplo. O homem tem encurtado o processo de forma altamente prejudicial. Portanto, a utilização dos combustíveis fósseis provoca o aumento na quantidade de carbono na atmosfera. Disponível em http://tosabendomais.com.br/



3) CICLO DA ÁGUA (H2O)
A importância da água para os seres vivos deve-se a possibilitar diversas reações químicas metabólicas no organismo, ajuda a regular a temperatura corpórea e transporte de substâncias.No ambiente encontramos água em estado líquido, sólido e gasoso que são utilizadas e retornam através de processos de evaporação, precipitação, infiltração e escoamento em um ciclo. A energia solar desempenha um papel importante pois evapora a água em estado líquido. Nas camadas altas da atmosfera o vapor de água é condensado e forma nuvens carregadas  que precipitam sob forma de chuva, neve ou granizo. Essa água escoa e infiltra-se  para o solo formando os lençóis freáticos, aquíferos,fontes  ou irão compor rios e lagos que deságuam nos oceanos  e ainda serem absorvidas pelas raízes de plantas.
Existe dois tipos de ciclo da água:
a)ciclo curto:  ocorre pela evaporação da água de rios, lagos e oceanos e retorno através de precipitações.
b) ciclo longo/grande:  a água passa pelo corpo dos seres vivos antes de voltar ao ambiente. É absorvida pelas raízes das plantas, utilizada na fotossíntese e é transferida ao longo das cadeias alimentares para o corpo dos animais. Retorna á atmosfera através da transpiração ou respiração e ao solo através da urina , fezes ou decomposição de plantas e cadáveres. (Evaporação+ transpiração = evapotranspiração)
O ser humano vem consumindo excessivamente a água e poluindo-a interferindo negativamente nesse ciclo.
4) CICLO DO NITROGÊNIO (N2)

Fonte: pt.slideshare.net
A passagem de átomos de nitrogênio  de substâncias inorgânicas do meio físico para moléculas orgânicas constituintes dos seres vivos (proteínas e ácidos nucleicos)  e vice-versa constitui o ciclo do nitrogênio. Cerca de 78% da atmosfera é constituída de nitrogênio, porém, os seres vivos não podem utilizá-lo diretamente, com exceção de algumas bactérias fixadoras, capazes de fixar o nitrogênio às suas moléculas orgânicas (fixação do nitrogênio). O ciclo é composto de das seguintes etapas: fixação do nitrogênio, amonificação, nitrificação e desnitrificação.
a) fixação do nitrogênio: é a fixação do nitrogênio e sua transformação em amônia. É feita por algumas bactérias que conseguem utilizar o nitrogênio e o faz reagir com hidrogênio para produzir amônia (NH3), utilizando uma enzima chamada de nitrogenase, que poderá combinar-se com gás carbônico para formar alguns aminoácidos. Entre as cianobactérias estão a Nostoc, Anabaena, etc, entre outras bactérias a Azotobacter, Clostridium e Rhizobium, que vivem associadas ás raízes de plantas leguminosas (feijão, soja, ervilha, amendoim, alfafa, etc) em pequenos nódulos. Essa associação é benéfica para ambos pois as plantas podem crescer em solos pobres em compostos nitrogenados e as bactérias podem utilizar as substâncias fabricadas pela planta como alimento. Ao morrerem e se decomporem, as plantas liberam o nitrogênio em forma de amônia fertilizando o solo.
Através da ação de relâmpagos, um pouco do nitrogênio atmosférico também pode transformar-se em óxidos de nitrogênio (NO2, NO)e combinar-se com a água das chuvas, resultando em ácido nítrico.
b) Amonificação: é a decomposição das proteínas, ácidos nucleicos e resíduos nitrogenados, presentes em excretas e cadáveres, por fungos, bactérias (decompositores), para obtenção de energia necessárias aos seus processos vitais (respiração celular) que irá  liberar nitrogênio na forma de amônia para o solo.
c) Nitrificação: é a transformação da amônia em nitratos pelas chamadas bactérias nitrificantes – as bactérias nitrosas dos gêneros Nitrosomonas, Nitrosococcus e Nitrosolobus, transformam amônia em nitrito, e as bactérias nítricas, do gênero Nitrobacter, convertem nitrito em nitrato, ambas para obterem energia para suas atividades vitais), que ocorre em duas etapas.
nitrosação: oxidação da amônia em nitritos pelas bactérias nitrosas
nitratação: os nitritos formados pelas bactérias nitrosas são liberados no solo e oxidados pelas bactérias nítricas, formando nitratos, que são absorvidos e utilizados pelas plantas para fabricação de suas proteínas e ácidos nucleicos. Pelas cadeias alimentares passam para o corpo dos animais.
d) Desnitrificação: é a transformação de uma parte dos nitratos presentes no solo em gás nitrogênio novamente, fechando o ciclo. Esse processo é feito por bactérias desnitrificantes como as do gênero Pseudomonas denitrificans, que usam o nitrato para oxidar compostos orgânicos e produzir energia.

Os agricultores podem interferir no ciclo do nitrogênio quando pratica a chamada adubação verde,  visando obter maior produtividade em suas culturas através do aumento da quantidade de nitrogênio ocasionado pela plantação de plantas leguminosas (plantações consorciadas = em conjunto com as plantações  ou por rotação de culturas= alternado) ou pelo uso fertilizantes industriais (adubos químicos), causando desequilíbrios ecológico, como veremos mais adiante




.
APOSTILA 3 - FLUXO DE ENERGIA NOS ECOSSISTEMAS

Da energia luminosa que chega a um ecossistema, pouco mais de 1% é utilizado na fotossíntese, mas é o suficiente para gerar de 150 a 200 bilhões de toneladas de matéria orgânica por ano. Boa parte desses compostos organismo é consumida na respiração celular dos próprios seres autótrofos e eliminada como gás carbônico e água. Desse modo, esses seres vivos obtém energia para seu metabolismo. Parte dessa energia sai do produtor na forma de calor e o restante da matéria orgânica passa a fazer parte do corpo do organismo ,constituindo sua biomassa.
A  matéria orgânica e a energia que ficaram retidas nos autótrofos compõe o alimento disponível para os consumidores. Uma parte das substâncias ingeridas por um animal é eliminada nas fezes e na urina. Outra parte é oxidada pela respiração para a produção da energia necessária ao movimento e às outras atividades do organismo e também constitui a biomassa . Esses processos se repetem em todos os níveis da cadeia alimentar. Parte da matéria e da energia do alimento não passa para o nível trófico seguinte e sai da cadeia na forma de fezes, urina, gás carbônico, água e calor. Em média, apenas 10% da energia de um nível trófico passa para o nível seguinte. Mas essa porcentagem pode variar entre 2% e 40%, dependendo das espécies da cadeia e do ecossistema em que estão. Portanto, podemos compreender por que uma cadeia alimentar dificilmente tem mais do que cinco níveis tróficos: a quantidade cada vez menor de matéria e de energia disponível ao longo da cadeia permite sustentar uma quantidade cada vez menor de consumidores.

Como vimos, os resíduos voltam para a cadeia pela ação dos decompositores e da fotossíntese. Assim, podemos dizer que a matéria de um ecossistema nunca se esgota. No entanto, parte da energia é transformada em trabalho celular ou sai do corpo do organismo na forma de calor – e este é uma forma de energia de fora. Em outras palavras, enquanto a matéria do ecossistema está em permanente reciclagem, parte da energia se perde como calor. Há um fluxo unidirecional de energia, que vai dos produtores para os consumidores. É possível dizer que um ecossistema é fechado em relação à matéria e aberto quanto à energia.
PRODUTIVIDADE DOS ECOSSISTEMAS
A quantidade de matéria orgânica produzida pelas plantas de um ecossistema em certo intervalo de tempo e por determinada área ou volume é chamada de produtividade primária bruta (PPB). Se descontarmos dessa parte aquela consumida pela própria planta na respiração ®, a que sobra é chamada de  produtividade primária líquida (PPL); PPB – R = PPL. A produtividade pode ser expressa em gramas ou quilogramas de matéria orgânica por metro  quadrado por ano (ou por dia). Ela pode ser medida também em função da energia absorvida ou transferida para determinado nível da cadeia e expressa em quilocalorias por metro quadrado por ano (ou por dia). Observe que a produtividade bruta de um nível trófico é igual à produtividade líquida do nível trófico anterior.
A produtividade de um ecossistema depende do clima da região e este varia de acordo com a latitude (distância em relação ao equador) e a altitude (elevação acima do nível do mar). Em geral, ela diminui à medida que os ecossistemas se distanciam do equador ou se situam em altitudes mais altas. É alta nas florestas tropicais, próximas ao equador, onde há intensidade de luz, temperatura e de chuvas, o que favorece a fotossíntese e o crescimento rápido das plantas. Diminui um pouco nas  florestas temperadas q9 EUA e na Europa) e cai mais ainda na floresta de coníferas (próximas dos pólos) e na tundra( ao redor do pólo norte). Nos desertos mais áridos, onde a quantidade de chuva é muito baixa, ela pode chegar a apenas 3g/m2/ano.
Nas regiões costeiras, estuários (foz do rio onde se misturam água doce e água do mar), onde os rios trazem para o mar os sais minerais necessários à fotossíntese das algas, a produtividade á alta. Mas é baixa em alto mar, uma vez os sais minerais se depositam no fundo, onde não há luz suficiente para a fotossíntese ocorrer.
PIRÂMIDES ECOLÓGICA.
È possível representar os níveis tróficos de um ecossistema por meio de retângulos superpostos, que formam uma pirâmide ecológica (os decompositores não são incluídos nas pirâmides : de número, de biomassa e de energia. Cada retângulo corresponde a determinado nível trófico, sendo a base composta pelos produtores e, em seguida, consumidores. A largura dos retângulos é proporcional ás respectivas quantidades de indivíduos, biomassa ou energia.
a) PIRÂMIDES DE NÚMERO
O número de indivíduos por área ou volume em um ecossistema diminui da base para o ápice da pirâmide, pois é necessária grande quantidade de indivíduos de pequeno porte para sustentar um pequeno número de indivíduos de porte maior. A medida da base de cada retângulo é proporcional ao número de indivíduos (por metro quadrado) em cada nível trófico.
                                                                                                  invertida:parasitas

Como há perda da energia e da matéria disponível em cada nível da cadeia, apenas uma pequena fração da matéria e da energia chega aos últimos níveis, o que faz com que o número de consumidores mantidos por essa energia e por essa matéria seja pequeno.
Algumas vezes essa situação pode se inverter ( a base é menor que o ápice) . Por exemplo, certos animais , como lobos, caçam em bandos, conseguindo capturar, dessa forma, presas bem maiores que eles. O mesmo é válido em relação aos parasitas ou a uma árvore grande que sustenta vários herbívoros pequenos. 
b) PIRÂMIDE DE BIOMASSA
A quantidade de matéria orgânica presente no corpo dos seres vivos de determinado nível  trófico, em determinado momento, é chamada de biomassa.Com frequência é expressa em peso seco (para descontar a água, que não é matéria orgânica) por unidade de área (g/m2/m3). As plantas contêm 99 % da biomassa terrestre; por causa da perda de matéria entre os níveis tróficos, em geral, a biomassa diminui ao longo de uma cadeia. Também pode aparecer uma pirâmide invertida, que aparece porque a medição da biomassa é relativa apenas àquele momento e não considera a taxa de renovação da matéria orgânica ( a velocidade de reprodução do fitoplâncton, o que permite a sua rápida renovação). Se considerarmos o ano inteiro e determinarmos a média, veremos que a quantidade média de fitoplâncton foi maior que a do zooplâncton. A largura de cada retângulo indica a quantidade de matéria orgânica, por unidade de medida, em cada nível trófico em determinado momento.Por exemplo, em um dado momento, a biomassa de algas pode ser menor que a de consumidores primário (zooplâncton). 
                                                                                                                                     invertida
c) PIRÂMIDE DE ENERGIA
Representa-se em cada nível trófico a quantidade de energia acumulada por unidade de área ou de volume e por unidade de tempo (Kcal/m2/ano ou Kcal/m3/ano). A pirâmide de energia permite compreender por que , ao ingerir um vegetal, aproveitamos 10% da energia fixada pela planta, e, quando comemos carne bovina, por exemplo, aproveitamos apenas 1% do alimento vegetal que nutriu o boi ( 10% dos 10% aproveitados pelo animal).
Essa pirâmide NUNCA é invertida pois a quantidade de energia ao longo da cadeia alimentar sempre diminui. Ocorrem perdas por meio de restos (partes de alimentos não ingeridas (Ex cascos, cornos de presas, etc) ou que não são digeridas (perdidas na forma de fezes) e na forma de calor pela respiração celular.



APOSTILA 2 - TEIAS E CADEIAS ALIMENTARES
Muitos animais têm alimentação variada, e outros, servem de alimento a mais de uma espécie. Há também animais que, por se alimentarem de vegetais e de animais, não de prendem a um único nível trófico e podem ser consumidores primários, secundários ou terciários. São os animais onívoros (omni=tudo, vorare = devorar), como o ser humano. Portanto, em uma comunidade há um conjunto de cadeias interligadas, que formam uma teia ou rede alimentar (conjunto de cadeia alimentares que interagem em um ecossistema). Cadeia Alimentar – é a sequência de alimentação na qual um ser vivo serve de alimento para o outro, representada de forma linear entre os organismos que pertencem a diferentes níveis tróficos.
                O 1º elo de uma teia/cadeia  alimentar é sempre um organismo que produz seu próprio alimento (autótrofos/produtores) e alimentará os demais níveis . Seres que se alimentam diretamente dos produtores (heterótrofos/herbívoros) constituem os consumidores de primeira ordem (primários). Seres que se alimentam diretamente dos consumidores  primários são consumidores secundários , assim por diante. Cada etapa da cadeia alimentar é chamada de nível trófico. As plantas ocupam o 1º nível trófico, os herbívoros o 2º, os carnívoros o 3º e assim por diante.
Ao morrer, produtores e consumidores servem de alimento para fungos, bactérias e diversos animais invertebrados e protozoários chamados de decompositores. Estes decompõe a matéria orgânica dos seres mortos para obter nutrientes e energia e devolvem matéria inorgânica para os produtores utilizarem novemente.
Nos ecossistemas aquáticos (rios, mares, lagos, etc) são as algas microscópicas, que formam o fitoplânctons (seres autótrofos que flutuam livremente na água). As algas servem de comida ao zooplâncton (conjunto de seres heterótrofos que também flutuam nas águas.
Cada etapa da cadeia alimentar é chamada de nível trófico. Pode-se determinar o nível trófico de um animal observando seus hábitos alimentares. As plantas ocupam o 1º nível trófico, os herbívoros o 2º, os carnívoros o 3º e assim por diante.


  
Os consumidores recebem diferentes denominações de acordo com o alimento consumido:
HÁBITO ALIMENTAR
ALIMENTO
Herbívoros ou Fitógafos
Plantas
frugívoros
Frutas
onívoros
Plantas e animais
Ictiófagos
Peixes
Hematófagos
sangue
Coprófagos
fezes
Ornitófagos
aves
Planctófagos
Plânctons
Detritívoros
Detritos animais e vegetais
Animais detritívoros são aqueles que se alimentam de matéria orgânica morta (folhas que caem no solo, carcaças, fezes, etc) como a minhoca. Os resíduos desses animais contêm matéria orgânica que será atacada pelos decompositores.
Podemos representar por meio de esquemas as relações alimentares que existem entre as espécies.
Regras:  - todos os organismos devem ser representados
                                 - utilizar setas ligando os organismos que significam “ serve de alimento para”
Teia Alimentar



APOSTILA 1 - CRESCIMENTO DAS PLANTAS E ANIMAIS – FOTOSSÍNTESE
Os seres vivos dependem de outros para sobreviver. A maioria depende de outro ser vivo para se alimentar mas há seres vivos capazes de produzirem seus próprios alimentos para crescerem. Se a fonte de toda energia que os seres vivos necessitam está nos alimentos, logo todo ser vivo precisa alimentar-se para funcionar e, para isso, consome energia. Mesmo quando está parado ou dormindo gasta-se energia, pois o organismo não pode parar. Mas os alimentos são de origem vegetal ou animal e eles também são seres vivos que precisaram obter energia de algum lugar. Qual seria então a fonte de toda a energia consumida pelos seres vivos?

As plantas, as algas, algumas bactérias e alguns protistas são AUTÓTROFOS, ou seja, conseguem fabricar açucares (matéria orgânica) a partir de substâncias minerais ou inorgânicas, como água, gás carbônico e sais minerais. Nesse processo, chamado de fotossíntese (foto= luz, síntese =produção), a energia luminosa do Sol é absorvida por uma molécula especial presente em estruturas microscópicas chamadas cloroplastos, localizadas nas folhas e caules verdes das plantas e essa energia é armazenada nas ligações químicas dos açucares formados (glicose CH12O6). A molécula responsável por esse armazenamento é o ATP ( adenosina trifosfato) e quando há necessidade, a energia é transformada em energia química para ser utilizada em diversos processos vitais. São  produzidas também moléculas de oxigênio (O2), que são eliminadas para o ambiente. A partir de sais minerais do solo     (­­­­­­substâncias inorgânicas), a planta sintetiza as substâncias orgânicas que formam seu corpo ( compostas por átomos de carbono C, hidrogênio H, Oxigênio O, e Nitrogênio N – CHON como proteínas, lipídeos, carboidratos). Assim, os seres autótrofos são indispensáveis à vida  de qualquer comunidade, pois são os únicos capazes de transformar compostos inorgânicos ( nutrientes/sais minerais como fósforo (p), Ferro (Fe), Zinco (Zn), Calcio (Ca), Cloro (Cl), etc) em orgânicos que servirão de alimento a todos os seres heterótrofos.




A energia é transformada
O Sol fornece a energia consumida pelos seres vivos capazes de captar energia e transformá-la são aqueles que 
possuem clorofila. Mas o que é clorofila? É um pigmento que dá cor verde ás folhas e é responsável pela 
conversão da energia solar em energia química que poderá ser utilizada pelos seres vivos.

Como ocorre a absorção de luz?
A intensa cor verde da clorofila se deve á sua enorme capacidade de absorver luz através de regiões azuis e 
vermelhas do espectro eletromagnético. Ela não absorve luz verde, por isso, essa cor é refletida. O verde refletido
 pela clorofila mascara as demais cores das plantas, tornando-se predominante. Conforme a quantidade de clorofila
 presente nas plantas diminui, as outras cores começam a aparecer. Podemos perceber esse efeito no outono ou
 processo  de amadurecimento de frutos.
E as plantas albinas?
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________

Por que a maioria dos frutos pequenos são verdes? Eles também fazem fotossíntese?
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
Abaixo a fotossíntese está representada através de uma fórmula química. Essa fórmula mostra a reação entre os 
reagentes (gás carbônico, água e luz solar) que se transformarão em produtos glicose, oxigênio e água. Assim, 
durante a fotossíntese háprodução de matéria orgânica através de matéria inorgânica.

Equação geral da fotossíntese:                                                                                                                                                                                                                  

Além das plantas, as algas e algumas bactérias chamadas QUIMIOSSINTETIZANTES encontradas no mar ou nos 
solos não possuem raízes, troncos ou folhas. Esses seres vivos conseguem energia através de reações químicas
 de oxidação onde há conversão de matéria inorgânica em matéria orgânica sem utilizar a energia luminosa.

Nas plantas xerófitas (gr.séros=seco, phytón=planta)    como o cacto, as folhas são modificadas em
 espinhos. Elabore uma hipótese para explicar como se dá a fotossíntese nessas plantas.
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________

Utilizando o oxigênio – a Respiração aeróbia
Os seres autótrofos sintetizam matéria orgânica a partir de outra matéria orgânica como o amido
 a partir da glicose, mas  também sintetizam matéria orgânica  a partir de inorgânica como a água
 e o gás carbônico. Os animais somente sintetizam matéria  orgânica a partir de outra pré-
existente como o glicogênio a partir da glicose ingerida . Muita gente pensa que a fotossíntese 
é um  processo de produção de oxigênio.  
Você já sabe que o oxigênio é apenas um dos produtos da fotossíntese, também muito importante
 para os seres vivos. Vamos ver por  que...Uma parte da matéria orgânica proveniente dos ali
mentos  é quebrada e oxidada no corpo dos seres vivos para obtenção de energia necessária às 
suas atividades ( metabolismo,movimentos, etc). Nesse processo chamado de respiração celular, 
são formados e liberados para o ambiente   gás carbônicos e água (respiração celular aeróbia
ou outros  produtos (fermentação, processo realizado por algumas 
bactérias e fungos). Outra  parte é usada na construção do corpo do organismo: no crescimento,
 na reposição das partes gastas ou no aumento do peso.
Não confunda...  Em primeiro lugar, vamos diferenciar respiração pulmonar e respiração celular.
No dia a dia costumamos chamar derespiração a  atividade de inspiração e expiração dos pulmões.
 Desse modo, nós inspiramos o ar que contém o gás oxigênio. Esse oxigênio
 passará pelos pulmões  e será transportado pelo sangue para todas as células do corpo. Não só os 
humanos, mas a grande maioria dos seres  vivos realiza a respiração celular com a utilização de 
oxigênio. Esse tipo de respiração é chamado de  respiração aeróbia, (do grego aero = ar,  bios = 
vida).
E qual é a importância, afinal, dessas reações?
Para obter energia, durante a respiração celular aeróbia, os organismos “ desmontam” a glicose
que foi obtida através da alimentação, num processo inverso à fotossíntese. Veja a representação:

Veja que a glicose é desmontada dando origem ao gás carbônico e á água. Nessa reação há liberação
da energia. Repare que o gás carbônico e a água são os ingredientes para iniciar um novo processo de
 fotossíntese. Dessa forma, temos um ciclo da matéria. Já a energia liberada na quebra da glicose não
 retornará aos produtores, pois estes  utilizam a energia luminosa do Sol para realizar novas reações de
 fotossíntese. Existe uma lei da natureza que diz que a energia não pode ser criada nem destruída,
 apenas transformada.  Então, a luz solar como fonte de energia , pode ser transformada em trabalho,
 calor ou alimento. O que as plantas fazem durante a fotossíntese é armazenar essa energia no alimen-
to que produzem. Quando o alimento é consumido, a energia é liberada e uma parte é utilizada 
pelo organismo para realizar suas atividades. Outra parte é liberada para o ambiente em forma de 
calor. A parte que forma o corpo dos organismos é devolvida ao ambiente depois de sua morte por
 meio da respiração realizada, principalmente, por fungos e bactérias que vivem no solo e na água,                  chamados decompositores, que atacam os cadáveres e as excretas, quebrando e oxidando a matéria                  orgânica para obter energia necessária ao funcionamento do seu organismo. Como as substâncias                      minerais produzidas pela degradação são utilizadas novamente pelos vegetais, os decompositores                     reciclam a matéria orgânica.
Discuta a afirmação: na presença de luz, as plantas somente fazem fotossíntese. Na ausência de 
luz, as plantas somente respiram.
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
______________________________________________________

           O VERDADEIRO PULMÃO DO PLANETA SÃO OS OCEANOS
De onde vem a maior parte do oxigênio que respiramos, das árvores ou das algas marinhas?
Das algas. “Se somarmos o oxigênio produzido pela fotossíntese de toda a população de algas de                     todos  os oceanos, teremos mais gás do que aquele produzido pelas florestas”, garante a oceanógrafa 
Elizabete de Santis Braga, da Universidade de São Paulo. O oxigênio  produzido pelas algas passa                  para  o ar porque, quando há gás demais na água, ele extravasa para a atmosfera. Portanto o grande                   pulmão  do mundo são os oceanos e não a Amazônia. Não dá para comparar o oxigênio produzido
 por 1  metro quadrado de qualquer floresta com 1 metro quadrado genérico de algas. Boa parte 
das plantas é microscópica etudo depende do grau de transparência das águas, que determina o 
quanto de luz  penetra. É possível, entretanto, fazer comparações específicas, como 1 
metro quadrado  de  floresta tropical úmida e 1 metro quadrado de algas  Caulerpa 
taxifolia, abundantes no Mar Mediterrâneo. (Revista Superinteressante, n 22, 1998). 
leia a reportagem e responda:
A) Por que é incorreto dizer que as florestas são o pulmão do mundo?
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________
B) O que significa dizer que a fotossíntese compensa a respiração?
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________

Respiração anaeróbia – outra forma de obter energia
Vimos anteriormente que a respiração é um processo que ocorre nos seres vivos para obtenção de
energia. Assim, também é a  respiração anaeróbia. Porém, esse tipo de
 respiração  ocorre em seres que não utilizam o oxigênio 
(por isso a denominação anaeróbia = sem ar). Um exemplo de respiração anaeróbia é a fermentação.
Tipos de fermentação
Alguns tipos de fungos e bactérias fazem fermentação para obter energia. Eles utilizam
substâncias orgânicas, especialmente a glicose, porém, sem a participação do oxigênio.
Alguns  produtos das reações que ocorrem no processo de fermentação são bem conhecidos nossos. 
Os ácidos produzidos pelas bactérias que provocam cáries e o álcool das  bebidas alcoólicas são 
alguns exemplos. Além desses produtos, o  gás carbônico também é resultante da fermentação, assim 
como ocorre na respiração aeróbia.
·                              Fermentação alcóolica: é um processo através do qual os açucares são transformados em álcool e
                gás carbônico, por ação de leveduras.
Além da fabricação de vinhos, as leveduras são utilizadas na produção de alimentos. 
 Você conhece outros produtos que dependem da fermentação por leveduras?
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________. 
 Fermentação acética:  transformação do álcool em ácido acético por ação de bactérias, conferindo o
 gosto característico de vinagre.
·                             Fermentação lática:  transformação de açucares em ácido lático pela ação de bactérias. Mas não só as
b             bactérias  realizam a fermentação lática. Quando fazemos um esforço muscular intenso, a quantidade de
               oxigênio      que chega nos músculos não é suficiente para todas as reações de  liberação de energia 
              necessária para a atividade      desenvolvida. Então, as células musculares passam a realizar fermentação 
l              lática. O resultado é o acúmulo de ácido   lático no interior da fibra muscular provocando dores, cansaço
               e cãibras.


APOSTILA O - CONCEITOS BÁSICOS EM ECOLOGIA
O que é ECOLOGIA? O termo (do grego oikos= casa, logos = estudo) refere-se ao estudo das relações dos seres vivos entre si e com o meio ambiente em que vivem, como ele influencia e é influenciado pelo s fatores ambientais ( temperatura, umidade, disponibilidade de alimento, etc). Abaixo temos os níveis de organização dos seres vivos:


cicascience.blogspot.com


Daremos ênfase no estudo da ecologia aos seguintes níveis de organização: ORGANISMO, POPULAÇÃO, COMUNIDADE, ECOSSISTEMA E BIOSFERA.
a) ORGANISMO: indivíduo que representa determinada espécie. Ex.: uma onça-pintada, um macaco prego, uma árvore, um fungo, uma bactéria, etc. O local onde cada espécie é encontrada é seu HÁBITAT. Podemos dizer que as relações que uma espécie mantém com outras espécies e com o ambiente físico é o seu NICHO ECOLÓGICO (modo de vida e papel ecológico no ecossistema).

b) POPULAÇÃO:  conjunto de vários indivíduos da mesma espécie que habitam determinada área  geográfica e mantém relações entre si. Ex.: polução de esquilos de uma floresta, jacarés de Papo-amarelo do Pantanal, capim-gordura de um pasto,etc.

c) COMUNIDADE/ BIOCENOSE/BIOTA OU COMUNIDADE BIÓTICA: conjunto de várias populações ( e, portanto, de diferentes espécies) que habitam determinada área geográfica e mantém relações entre si. Ex.: diversos peixes, algas e plantas aquáticas de um lago, sapos, cobras e lagartos de uma floresta, etc

d) ECOSSISTEMA: refere-se ao conjunto comunidade ( fator biótico = seres vivos) + ambiente físico ( fatores abióticos = sem vida = solo, água, luz, etc). Ex.: uma floresta com suas vegetações, animais, seu tipo de solo e seu clima característico, um lago, um oceano, um tronco de árvore, um aquário também são ecossistemas.
O conjunto de fatores físicos e químicos  do ambiente é chamado de biótopo.

e) BIOSFERA: conjunto de todos os ecossistemas da Terra. Ex.: florestas, campos, desertos, etc
Para a ecologia, o lugar onde uma espécie (conjunto de indivíduos semelhantes que podem se reproduzir, gerando descendentes férteis) é encontrada, no qual encontra condições de sobrevivência e reprodução é denominada de hábitat e o conjunto de relações que uma espécie mantém com as outras espécies, seu modo de vida ou papel ecológico no ecossistema ( como e do que alimenta-se, hábitos, reprodução, etc), é denominado de nicho ecológico. Ex.: o leão e a zebra vivem nas savanas africanas, mas o leão é carnívoro e a zebra, herbívora. Ambos compartilham o mesmo habitat mas têm diferentes modos de vida (nichos ecológicos). Cada espécie tem seu nicho próprio , mas quando há disputa por um mesmo recurso (alimento, abrigo, espaço, etc) dizemos que há superposição de nichos, e uma das espécies pode ser eliminada.
As divisões da Biosfera:
a) Biomas: grandes comunidades adaptadas a condições ecológicas específicas e caracterizadas pelo tipo de vegetação predominante. São ecossistemas com vegetação semelhante. A latitude(distância partindo da linha do equador aos polos) influencia o clima: partindo de regiões mais frias para mais quentes, encontramos biomas diferentes, com fauna e flora adaptadas às condições climáticas de cada região. A temperatura diminui com a altitude (áreas mais frias a grandes altitudes), caracterizando diferentes biomas também. Plantas e animais de cada bioma também são influenciados pelo tipo de solo, pluviosidade (chuvas) e temperatura média anual. Principais biomas terrestres: Tundra, Taiga, Florestas Temperadas, Florestas Tropicais, Campos, Desertos.

b) Biociclos:  divisão da biosfera em três tipos característicos de ambientes (terrestre, marinho e água doce).
c) Biócoros: divisão do biociclo em três tipos de vegetações gerais: florestas, campos e desertos. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui seus comentários!!